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domingo, 14 de novembro de 2010

Propriedade de quem?

Ande pelas calçadas da sua cidade, incluindo a sua. Com certeza você tem alguns problemas com elas, né? Houve alguns tropeços, quedas, torcidas no pé... É um problema imenso. Agora vem a pergunta: a quem devo reclamar?
Como todos sabemos (ou não), as calçadas são públicas, portanto qualquer pessoa pode circular da maneira que quiser, quando quiser, enfim, cessar e peneirar com ela. Correto. Então os problemas que aparecerem nelas são de responsabilidade da prefeitura, por isso reclame com seu prefeito. Se alguém lhes disser algo desse tipo chame-o de desinformado, ou coisas do tipo, pois essa afirmação está ERRADA. O dono da propriedade é quem tem que fazer a manutenção de sua calçada e não a prefeitura. Mas aí vem outra pergunta: se a propriedade é pública, não seria dever da prefeitura fazer a manutenção dela? Bom, acontece então uma controvérsia, pois a palavra pública indica "algo de todos", no entanto se uma pessoa é responsável pela manutenção de uma propriedade, essa é dita como privada, logo ninguém pode cessar e peneirar com ela senão é punido pela lei. Os parágrafos que falam sobre as calçadas estão na seção Passeio na maioria dos códigos de obras. Lá geralmente se encontram frases que dizem para se limpa-las, mantê-las conservadas. Também se diz que é dever da prefeitura monitorar os locais enviando fiscais responsáveis por tal função. Duas problemáticas, pois, a coisa mais difícil que existe (pelo menos em SLZ) são concursos para cargos municipais. A segunda é a laboriosidade dos fiscais já empregados, pois se mandados para trabalhar, já ficam de cara emburrada, mau-humor, etc. Talvez seja por esses fatos que se coloca a responsabilidade da manutenção das pobres calçadinhas na mão de seus proprietários, que, se não o fazem, ainda ainda têm de pagar uma multa de mais de R$ 700,00 limpinhos por "comprometerem o passeio público".
Calçada em algum bairro de São Luis - MA
Senhores proprietários, se não quiserem complicações para seus lados sigam a lei e mantenham suas calçadas bonitas e legaizinhas de se passeiar. Quanto ao "cessar e peneirar", se um bando de doidos fizerem alguma baderna ou loucuras em sua calçadinha, ligue para a polícia. "Ah, mas a calçada é pública!". Com certeza ouvirás isso e está corretíssimo, mas denuncie e reivindique PERTURBAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. Registre um BO e fique feliz. Não esqueça de pedir policiamento na sua área para que coisas desse tipo custem acontecer. Agora, se a policia de sua cidade não gosta de trabalhar, assim como os fiscais... fica meio complicado.

sábado, 13 de novembro de 2010

A TV influenciando no cotidiano

A famosa escola filosófica de Frankfurt já falara sobre a existência de uma "indústria cultural", a qual seria mais uma serviçal do capitalismo. Traduzo essa tal indústria como as mais variadas formas de demonstrar o mundo, logicamente sendo usada pela classe dominante para transmitir suas ideologias. Embora não englobe as revistas, jornais e a televisão (contextos históricos diferentes) mas o uso dessas tecnologias para o controle dos dominados é um exemplo que pode estar nesse conceito filosófico. Se analisarmos bem essa questão veremos a sua veracidade. Focando-se apenas na TV, conseguimos encontrar uma espécie de estilo de vida que a mídia quer nos estabelecer, na verdade mais contribuições para a construção de um pensamento coletivo, e o pior é que a própria sociedade aceita isso de uma forma muito "normal e pacífica".
Nada melhor que acordar as oito horas, tomar um banho, fazer a primeira refeição do dia e ligar aquela linda caixa possuidora de um tubo de eletrons de 14 polegadas (ou quem sabe até 60). A programação é muito variada, indo das noticias do dia aos reality shows com seus ate bocas. O humor também é muito explorado, e as novelas, muito chocantes. No fim do dia, assistir um programinha e dormir. É essa a vida que muitas pessoas levam, e nesse público, crianças e adolescentes. Os jovens que vivem para a TV, não costumam realizar outras atividades importantes até para suas vidas acadêmicas, como a leitura, entre outras. É certo que a internet está para muitos hoje, e acaba substituindo um pouco do tempo do indivíduo. Mas a influencia do fulano tubo de elétrons é muita e você acaba por ligá-lo ao menos para dar aquela "espiadinha" de alguns minutos (mais de 100). Isso não acontece com só algumas milhões de pessoas, mas com boa parte dos 6 bi de terráqueos, que passam esse estilo de vida para seus filhos e esses para seus netos e assim vai. Assistir televisão e querer viver do jeito que é mostrado em suas programações é a coisa mais normal que acontece hoje. Exemplo disso são as variadas grifes lançadas por celebridades, acessórios, grandes empresas que usam a influência carismática de alguns artistas para vender seu produto... E adivinhem o melhor veículo para divulgação de toda essa doidice: a Televisão.
É muito comum observarmos crianças usando brincos, agindo de maneira excêntrica, respondendo aos pais. É erro de quem? Sim, os pais tem culpa, mais muita coisa também é absorvida da programação assistida pelo pequeno indivíduo, pois uma das coisas mais transmitidas pela mídia é a existência de uma sociedade meio que perfeita, em que filhos se comportam da maneira que querem, fazem o que desejam, não são punidos e ainda ganham todo natal uma loja inteira de brinquedos e demais presentes. As crianças são fracas em relação ao pensamento, portanto não costumam discernir o que assistem da realidade. A solução seria impedi-la de ver televisão? Não, e sim mudar toda a estrutura de organizadores dos tais programas. As classificações não adiantam de nada, aí ocorre a transferência de culpa da emissora para os pais, mas esse assunto pode ser desenvolvido melhor em um outro momento (prometo!). Outra situação é o imediatismo existente em novelas, seriados. Os indivíduos mal se olham e, ainda no mesmo capítulo, ja vão para a cama. Os atores ainda são muito novos, ma já trocam beijos na boca; mesmo sendo alguns selinhos, mas já é um incentivo ao inicio precoce aos relacionamentos e com esses a sexualidade. Isso talvez explique o por que de muitos casais imaturos. O que também se pode observar no cotidiano é a questão da fala, do modo de se vestir. A mídia passa a sociedade um determinado conceito de BELO, e embora esse seja subjetivo, mas acaba sendo anexado à vida de alguns como objetivo, ou seja, é assim e pronto. É por isso que se tem meninas anorexas (mulher boa é mulher magra), homens bombados (malhar malhar, aplicar para poder conquistar). Jovens usando um cabelinho liso de "manga chupada", óculos coloridos, ouvindo musicas meio happy, tudo é passado pela TV.
Émile Durkheim já previa isso quando escreveu sobre os fatos sociais, sendo esses impostos para nós de forma exterior e superior. Tentar fazer tudo o que se vê na televisão já é algo impregnado aos nossos costumes, e nada podemos fazer contra isso. TV é bom? É lógico, mas deve haver esse discernimento entre o real e o virtual. Quanto aos bordões, eles são uma das principais formas de se ver a influência da televisão no cotidiano. É gente, não é brinquedo não! Viver sem imitar a vida televisiva, isso não nos pertence mais!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cotidiano contraditório

A vida é bela e isso ninguem pode negar. Mas o que ela tem de bela tem de complicada. Vivemos num mundo muito contraditório, tipo, uns são ricos e outros paupérrimos, coisas normais que constroem as sociedades desde os primórdios. Mas o que está em questão nesse post são alguns casos polêmicos que ultimamente tenho notado no cotidiano: os cartões de crédito e os coletivos.
A American Express na primeira metade do séc. XX criou o cartão de crédito. Realmente foi uma ideia muito inovadora, legal, etc, mas nos ultimos tempos tem gerado inúmeros problemas os quais são complicados de se resolver. Compulsivos por compras, os cidadãos mergulham em débitos e mais débitos, estes que chegam a ultrapassar a casa dos mil. O por que disso é simplesmente o limite alto, bom, que dá para comprar aquilo que se quer (nem tudo, mas já ajuda), etc. Limite esse que salva a vida de muitas pessoas e em consequencia as leva para as dívidas. Bom para quem tem um bom salário e pode sempre pagar o cartão todo mês, ruim para aqueles que, com uma miséria mensal, tem que pagar o valor mínimo ou um pouco a mais desse, almentando assim os débitos que se reunem todos em uma bola de neve. Outra situação curiosa dos cartões é que na hora, no caixa, há uma burocracia pois é necessário que o comprador apresente seu RG. Estratégia supostamente segura, mas há problemas, pois, existem indivíduos de má fé que costumam falsificar identidades, e facilmente compram, estouram o limite e o prejuízo vai para o titular do cartão. Que cosa triste, não é?! Outra consequencia dessa burocracia do RG é que se o titular estiver doente e precisar urgentemente de um determinado medicamento, ele morrerá já que os estabelecimentos não vendem no cartão para outra pessoa a não ser o dono, portanto para evitar seu sofrimento o indivíduo tem que, doente, se deslocar até a farmácia (no caso) para que se então compre seu medicamento. São coisas que nos circundam dia a dia, e nós não podemos fazer nada porque uns preferem deixar do "jeitinho" que está, embora eles pudessem informar novas medidas que englobe essa ultima situação, afinal, as fraudes vão continuar pois "o diabo atenta".
Em relação aos coletivos há o problema do atraso, demora, mas não vou me focar nisso. O que está em questão é um assunto mais polêmico que esse, que está dentro dos coletivos envolvendo os passageiros: Musica. Tem pessoas que colocam bem alto em seus celulares, mp(4,5,6,7,8,9,10000), etc. Eu paguei para estar dentro do busu para que possa chegar no meu destino, por isso tenho direito de escutar minha música bem alta, afinal é um coletivo e pode tudo. Só que é esse "pode tudo" que faz a polêmica, pois assim como eu tenho o direito de escutar minha música, ele(a) tem o direito de não querer escutá-la, gerando assim conflitos que acabam com a paciência de ambos e de todos do coletivo. O motorista pode colocar uma musica que vai agradar a ele e a algumas pessoas, mas não vai ser de agrado de outras, resultado, mais brigas loucas dentro do ônibus (no fundo são divertidas para os espectadores).
A liberdade consiste em livre para se fazer o que quiser desde que não se viole o espaço do outro. Acontece que os indivíduos confundem esse conceito com a Libertinagem (faço o que quero na hora que quero). Não custa escutar sua música só para você, baixa? Mas será que isso solucionaria essa contradição de gostos?
O homem é contraditório e nada vai mudar isso. Se é o indivíduo que constroi a sociedade essa será como ele, logo, será contraditória também.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MPB X MBM

Quem nunca ouviu uma música meio psicodélica com instrumentos diversos, algo tranquilo e calmo típico de Djavan, Caetano Veloso, Chico Buarque, Marisa Monte, etc. Toda essa gororoba musical é enquadrada dentro de uma sigla muito famosa no Brasil e no exterior, sendo essa nada mais nada menos que a MPB (musica popular brasileira). Segundo o wikipédia a Mpb nasce em 1966 fundindo a bossa nova com o engajamento folclórico. É de perfil nacionalista, mas ao longo dos anos vem mudando devido a inovação dos artistas e principalmente a influência e incorporação de novos gêneros. Pela hibridez da musica popular brasileira é muito difícil defini-la de maneira precisa. Enfim, o que podemos tirar desse estilo musical são musicas engajadas, que tratam de diversos temas tipo política, amor, traição, etc. Outro fator é que os autores são muito cultos na forma das músicas, pois costumam fazer, em muitos casos, usos de rimas ricas, de palavras sinônimas (coesão) para evitar repetições, são muito coerentes com o que abordam em suas letras. Realmente são grandes poetas contemporâneos. Observe a letra de uma música do gênero MPB:


Pétala - Djavan


 "O seu amor
Reluz
Que nem riqueza
Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar..."

                              

O curioso da musica popular brasileira é que ela na verdade não é popular, ou seja, grande parte das pessoas sentem náuseas só em ouvir a sigla, quanto mais em ouvir a música. Dizem que a parcela culta da sociedade é que gosta de apreciar tal estilo. Errado. Muitas pessoas que são (ou se dizem) cultas não costumam ouvir a Mpb. Outro fato é que vivemos numa sociedade em que boa parte das pessoas apreciam outros ritmos, e a esse conjunto de generos apreciados pela massa, designei o nome de MBM (musica brasileira de massa).
A MBM é um estilo que incorpora as diversas manifestações do povo, sendo então muito ouvida pela massa em geral. Inclui generos como o brega, pagode, tecnobrega, forró, axé, funk, etc. Na verdade e MBM é um conjunto de gêneros que percorrem em forma de ondas sonoras pelos canais auditivos do brasileiro em geral. Ainda existem pessoas que não gostam desses tipos musicais, pois apreciam mais a musica estrangeira, ou seja, o rock, o folk, o pop, não necessariamente de fora, mas também de grupos brasileiros que se responsabilizam por carregar tais influências. Voltando para a massa, as letras que estão na boca do povo não costumam apresentar sentido, rimas ricas, beleza estética, etc. Geralmente englobam um verso estranho, em que os autores não se preocupam em buscar novas palavras para compor a rima, e fazem uso de palavras repetitivas. Analise a seguinte letra:

Negro Lindo - Parangolé

"Quando me ver

Abre os braços
Me dê um sorriso...
Sou eu negro lindo
Sou eu
Sou eu  [...]"
Não ouço e nem gosto de nenhum desses estilos da MBM, mas não sou contra quem ouve, afinal, todos temos o direito de livre escolha, não é?! Mas fica a mensagem: Qualquer pessoa, com o mínimo grau de conhecimento percebe a grande diferença entre a MPB e a MBM. É Brasil, aonde vais parar!!!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Potim: A cidade em que os cidadãos não tem onde cair mortos

Minha terra tem muitas palmeiras, mas nunca ouvi o canto de um sabiá. Embora toda essa circunstância de uma coisa eu me orgulho: pelo menos tem cemitérios. Nesta segunda (8/11) ao assistir um programa de televisão pude conhecer um pouco de uma cidade do interior de São Paulo, onde nem os vivos e nem os mortos estão em paz. 
Potim é um município brasileiro do estado de São Paulo, na microrregião de Guaratinguetá. Localiza-se a uma latitude 22º50'34" sul e a uma longitude 45º15'05"oeste, estando a uma altitude de 535 metros. Sua população estimada em 2009 era de 20.668 habitantes. O povoamento desenvolveu-se lentamente. Tounou-se uma vila de pescadores e de trabalhadores rurais. Na época da independência do Brasil, o bairro foi o maior produtor de café de Guaratinguetá. No dia 30/12/1991, o Governador do estado de São Paulo, Luiz Antonio Fleury Filho, sancionou a Lei n.º 7664/91, que oficializou legalmente a emancipação do antigo Distrito de Potim do Município de Guaratinguetá. Possui uma área de 44,788 km². A densidade demográfica é de 347,93 hab/km². Mesmo com todos esses dados, o mais curioso dessa cidadezinha é o fato de NÃO POSSUIR CEMITÉRIO!
Prefeitura de Potim: "O Progresso Começa Agora!"
Tem onde rezar, orar, não tem onde enterrar.
Todos nós aprendemos desde pequenos que todos os dias nascem e morrem pessoas. Agora como é possivel viver em uma cidade onde não se tem um lugar para colocar os vários mortos? A solução é fazer o enterro em cemitérios dos municípios vizinhos, como  Aparecida a sudeste, Roseira a sul que, diga-se de passagem, já estão LOTADOS.  Um homem perdeu um ente querido e até o momento do velório não tinha o lugar para sepultar seu parente. Foi então que um amigo o ajudou levando o corpo para a cidade vizinha. Resultado, nem os vivos e nem os mortos se livram desse tipo de constrangimento. Outro fato curioso é que logo no inicio da construção do cemitério de Potim, as funerárias ja começavam a oferecer seus serviços póstumos. Normal, mas a tal construção parou e o povo que ja pagou pelo seu terreno ficou no prejuizo, e a prefeitura mas uma vez não fez nada. Falando em prefeitura, é interessante focarmos-nos nas singelas palavras do atual prefeito, Benito (não o Mussolini gente!), em que ele diz para nós falarmos da vida apenas e não na morte. Falar dos projetos relacionados a vida. A falta de cemitérios leva as pessoas a cuidarem mais de sua saúde (como se alguem pudesse mandar na morte). Outra coisa que se pode tirar de suas palavras é que ele não liga para a cidade vizinha, pois afirma que, se uma pessoa morrer, por enquanto tem que se pedir emprestado a "terra do vizinho".  E o povão, em pleno dia de finados não tem como visitar seus parentes mortos, o que é uma tradição no Brasil. O engraçado é que lugar tem em Potim, só falta a estrutura que, segundo Benito, o recurso foi pedido na gestão passada (ninguem sabe para onde foi parar os 200 mil reais), mas que até o final de seu mandado os potinenses ja terão onde cair mortos. Tipo, o melhor por enquanto é NÃO MORRER!
O prefeito esta sempre sorridente, feliz feliz, alegre alegre... Cuidado Benito, pois a sua hora vai chegar. Espero que até lá, você ja possa ser enterrado aí em Potim. Mas se o senhor não procurar fazer nada, nem o vizinho vai querer lhe "emprestar sua terra". Falam tanto de São Luís... Pelo menos aqui nós podemos descansar em paz.

domingo, 7 de novembro de 2010

Ódio em 140 caracteres

Nessa ultima semana o Brasil escolheu a primeira "presidenta" do país. Alguns contemplaram, uns, como eu, respeitaram, e outros "xingaram muito no twitter", porem não foi aquele xingamento do tipo normal (se é que xingar é normal), e tiveram que arcar com grandes consequências. Tais palavras feias soaram muito mal mesmo, pois se mal relacionaram ao povo nordestino. Na eleição sabe-se que o nordeste deu apoio maciço a Dilma Rousseff e representou grande parte dos votos computados para a candidata. A suposta oposição twiteira, criticou o apoio nordestino taxando tais pessoas de burros e outras coisas mais como: "Faça um favor para o nosso país: mate um nordestino"; "Deem direito de voto pros nordestinos e afundem o país..."; "O nordeste é um lugar onde nós, pessoas brancas de classe média alta, vamos fazer turismo sexual comendo umas baianinhas vagabundas"; "Dividam o Brasil no meio, me nego a ser da mesma nação dos nordestinos"; dentre outros.
De fato isso foi um erro gravíssimo, primeiro porque feriram a constituição, em que "Serão punidos, na forma dessa lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional." Segundo porque esqueceram que as leis do mundo material, as quais se aplicam aos cidadãos, também são válidas no mundo virtual, se aplicando aos internautas. As pessoas envolvidas foram denunciadas pelos próprios sites em que veicularam as mensagens, como o Não a Xenofobia!(não foi só o twitter), entre outros. A OAB em Pernambuco entrou com uma notícia-crime contra a precursora do movimento, a estudante de DIREITO Mayara Petruso, que pode responder por discriminação em meio de comunicação (dois a cinco anos de reclusão e sem direito a fiança) e incitação ao ato criminoso (lembram-se do mate um nordestino? Três a seis meses de cadeia) e em ambos tem de pagar multa. Essa menina teve seu futuro estragado por causa disso. Será que ela queria ficar famosa, como Geisy Arruda, do nada?
Bom o que se pode analisar é que o argumento utilizado para defender esse ódio é o de que o povo do nordeste é burro, não faz nada e tem o poder de escolha do representante maior que os do sul/sudeste, e que esses ultimos trabalham mais e sustentam os nordestinos. Agora pare para analisar. O brasileiro é um povo guerreiro, e os do nordeste sempre estiveram prontos para defender o Brasil, e se pode ver isso nas altas rebeliões que estão contidas na história. Do nordeste veio Jorge Amado, Raimundo Correia, Rachel de Queiroz, Caetano Veloso, Gilberto Gil, o dono deste blog, pessoas também importantíssimas para a nação.
A ideia de que o nordestino é inferior ou estranho vigora, infelizmente, não só na cabeça da Mayara, mas na de muitos pelo Brasil. Outro ponto para se analisar é que a tal estudante só procurou no resultado da eleição uma especie de alibi para desforrar sua raiva, pois mesmo sem os votos da região nordeste, Dilma iria ganhar. Em São Paulo ela teve um resultado expressivo e no RJ e Minas Gerais, teve apoio máximo. O terceiro argumento para se analisam é que disseram que o nordestino é burro, mas analise o comentário a seguir e veja quem realmente precisa também se dedicar mais aos estudos: "...Tomarem que morram de fome eternamente, povo folgado que se refugia em sp!"
É interessante convergir para a ideia de que todos são iguais e que o preconceito não leva a nada, pelo contrário, e a prova disso é que a Mayara foi demitida de seu estágio, e terá complicações futuras na vida acadêmica. Isso gerou também uma "guerra" contra os paulistas, uma desordem total. O lado bom desse movimento é apenas um: poderá gerar uma espécie de ação contra a intolerância na rede, o que seria ótimo. No mundo virtual, a pessoa não deve achar que está protegida, ou que ninguém vai lhe encontrar pois isso é um erro "mais do que crasso". Italo Francyles diz em seus diálogos que "o twitter é do mal", e são esses casos que embasam mais essa ideia. Não que sites de relacionamento sejam ruins, porque não são, mas pelo fato de serem construidos por algumas pessoas ruins. Não há como agir criminosamente e ficar com a ficha limpa na internet. Quanto a Geisy Arruda, esta é lembrada como a menina do "curtíssimo vestidinho rosa". Já Mayara Petruso... Cabe a você decidir.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Colonizar e dizimar

Na história da civilização americana, se vê a questão das colonizações europeias sobre esse território. Também se vê muito as barbaridades que pairavam por todos os lugares os quais os colonizadores passavam, inclusive o rastro de destruição que deixaram, principalmente no que diz respeito aos indigenas. Nessa questão temos tres situações iguais, no norte (EUA), no centro (America Central) e no sul (Brasil). É lógico que nesse post irei me focar apenas nos que foram citados. No norte, houve uma colonização de povoamento e de exploração. Com o passar dos anos, e as civilizações já desenvolvidas, aconteceu o que eles chamaram de MARCHA PARA O OESTE. Nesta, ocorreu um arraso com as tribos indigenas que ali viviam. Muitas mortes mesmo. É óbvio que isso aconteceria pois os "civilizados" usavam armas de fogo, e os "barbaros" arcos e flechas. Pulando para o centro, espanhóis acabaram com os povos incas, maias e astecas de uma forma cruel. Há quem diga que o líder dos colonizadores cortava a barriga de mulheres grávidas e retirava o feto para saber se era menino ou menina. Realmente triste né? Agora vamos para o sul, mas especificadamente o Brasil. Segundo historiadores famosos, a nossa colonização se deu em nome da cruz e da espada. A catequização dos indios (cruz), e a consequente morte (espada) dos que não queriam ser "adestrados" pelos portugueses. Enfim, também houve uma incontestável destruição das tribos e a dizimação dos milhões de nativos que aqui habitavam. Mas por que falar disso? Todo mundo não já sabe?
O problema é que nessa semana, um antropólogo norte americano disse que o governo brasileiro não investe em políticas voltadas para os indigenas, criticando também o modo brasileiro de tratamento para com os nativos. Mas, quem é um estadunidense para falar de nativos? Da mesma forma como os EUA foi colonizado, o Brasil também. Houve dizimação nos dois territórios também, mas de maneiras bem diferentes.  Não defendendo o jeito portugues de colonizar, mas eles ainda tentaram catequizar os indios e, de certa forma, protegê-los com os jesuitas. E os puritanos? Mataram mesmo, sem piedade. Trazendo para os tempos mais modernos, os governos brasileiros colocaram os indigenas em reservas, onde connseguem o que comer, beber e, se acharem ouro, diamantes, podem explorar a vontade, sem proibição do estado. E nos EUA? Jogaram os nativos em áreas deserticas, onde eles nem tem o que beber.
As péssimas condições de vida combinada com outras coisas, mostram bem o jeito estadunidense de tratar os verdadeiros donos daquele lugar, afinal é isso que os "barbaros" merecem. O indio brasileiro ainda é visto por muitos com respeito (não todos, claro), tanto que na poesia, eram considerados como herois nacionais. Agora vem um velho lá "de num sei das quantas" nos criticar. Vê se pode! Quem és tu, seu fulano?

domingo, 31 de outubro de 2010

Mulheres que fazem história

Mulheres... Há uma frase Malthusiana que diz que "as mulheres são as coisas mais maravilhosas do mundo". Concordo. O que seria de nós homens sem elas? Bem, a vida seria um vazio completo e uma loucura (um monte de macho, credo!). Mas o que entra em questão agora é: o que seria da história do mundo sem as mulheres? Acredito que a resposta é a mesma da pergunta anterior. NADA.
O mundo vivia em uma época a qual só homens faziam as coisas. Antiguidade, Idade Média, o papel feminino era apenas o de cuidar dos afazeres de casa. Nesse período, podemos destacar Joana D'arc, que assumiu o comando do exército real em várias batalhas durante o reinado de Carlos VII e morreu na fogueira por heresia.Na revolução francesa, o homem fez a declaração dos direitos do HOMEM e do CIDADÃO. Olympe de Gouges (não sei se está certo) se revoltou e fez o direitos da MULHER e da CIDADÃ. Ela foi uma revolucionária de primeira, e teve um triste, mas premeditado destino: a guilhotina (ziiiin). Enfim, a partir dela iniciou o movimento feminista que tem tomado grandes dimensões. Depois de Olympe de Gouges, posso destacar outras mulheres de fibra e garra que tiveram a capacidade de fazer história:
Maria Quitéria - foi uma militar brasileira, heroína da Guerra da Independência.
Anita Garibaldi - Ela é considerada, até hoje, uma das mulheres mais fortes e corajosas da sua época.
Maria Curie - Pioneira no estudo da radioatividade, obteve dois prêmios Nobel.
Teresa de Calcutá - fundou a congregação Missionárias da Caridade para ajudar aos pobres.
Evita Peron - Lutou pelos direitos dos trabalhadores e da mulher.
Diana de Gales - Conhecida como a princesa do povo por sua atitude solidária com os mais desfavorecidos.
No Brasil de 2010 temos duas mulheres que estão fazendo história:
Dilma Rousseff - Eleita a 1ª mulher presidente do Brasil (sem apologia política, por favor!)
Você - Mulher de princípios, de muita sabedoria. Que conquista a cada um com seus gestos, seu carinho, seu jeito de ser mulher. Não esqueça que você é mais que especial!
Obrigado Deus por ter criado esse ser tão maravilhoso!!!

sábado, 30 de outubro de 2010

O que significa discutir? (Parte 2)

O real finalmente se aproximou do ideal. Também pudera. Depois de meses de campanha, muito exploradora da vida alheia por sinal, e debates e mais debates, finalmente Dilma Rousseff e José Serra se encontraram e, segundo a Folha De São Paulo "...evitaram se atacar e, por causa do formato do programa, não abordaram temas polêmicos". Concordo. Geralmente o que acontece é um fazer a contra propaganda do outro, ou seja, um falando mal da vida do outro, como ja foi colocado na primeira parte dessa postagem a semanas atrás. Mas o por que dessa mudança drástica? Bom, o que posso dizer é que TINHA QUE SER A GLOBO DE NOVO!
Realmente tenho que parabenizar a mente brilhante dos organizadores do debate, pois essa nova proposta, bem legal diga-se de passagem, não abriu margens para a deturpação do sentido mais simples da palavra discutir, que é a exposição de ideias. Os candidatos tocavam numa tela, tipo um sorteio para saber de onde vinha a pergunta, e então o participante, dono da questão, a lançava para ambos os presidenciáveis. Aí vem o que todo debate costuma ter que são os direitos de réplica e tréplica, etc. O curioso é que em nenhum momento houveram aqueles temas polêmicos envolvendo Erenice ou Paulo Preto, a bobina de fita crepe, entre outros, logicamente por causa do modelo do programa. Também não houve ataques DIRETOS, mas o tucano preferiu usar indiretas à gestão atual enquanto a petista fez uso de boas palavras sobre tal. Lindo né?!
Foi um debate realmente proveitoso, pois os candidatos estavam livres para circular no palco, escolher a câmera para qual olhar, bem legal. Não falaremos do que aconteceu entre Dilma, Bonner e o relógio, pois não vem ao caso, embora pessoas tenham tomado as palavras da candidata como um corte direcionado ao apresentador.  Bom, eu não achei.
É pessoas, o depois de um monte de iniciativas enfadonhas e ultrapassadas, finalmente a as ideias da Globo fizeram PLIM! PLIM!
Como coloquei acima, o real se aproximou do ideal. Espero que continue assim.

domingo, 17 de outubro de 2010

O que significa discutir?

Segundo um site o qual não devo referir, discutir tem um significado subjetivo, ou seja, pessoal, individual. Concordo. Para mim, esse vocábulo faz alusão à essência da dialética, portanto tem a ver com expor suas ideias, a fim de buscar uma solução para determinado problema. Mas, trazendo para o lado social, não consigo perceber tal significado. Exemplo disso são os debates entre candidatos, que ao passar dos anos perdem o verdadeiro carater que a palavra traz desde sua formação.
Se não fosse o mediador e suas perguntas, com certeza os candidatos não falariam de outra coisa a não ser da vida do outro, o que um faz ou deixou de fazer, o que um foi ou deixou de ser, quem rouba mais, etc. Credo! Por isso que essa atividade não costuma dar audiência. Eu, em particular, gosto de assisti-los mas somente para rir. Quando um tenta fazer "o H" e procura mudar o assunto, geralmente para focar-se nos problemas da sociedade, os outros voltam para a estaca zero (falar da vida alheia). Isso torna o debate engraçado, fazendo-me concluir que a politica tem tudo a ver com a comédia, embora os comediantes sejam recriminados fortemente por se candidatarem. Enfim, essas situações acabam por diminuir o interesse dos jovens e adultos em fazer politica, já que alimentam a ideia de que todos são "farinha do mesmo saco".
O fato das pessoas se reunirem para discutir em prol do bem comum já é o primeiro passo para a política, pois essa pode ser a definição mais simples do termo. Mas, como posso tentar fazê-la se desvirtuo totalmente o significado e o sentido da discussão? Infelizmente não acredito que esse quadro possa mudar, no entanto reforço a ideia de que o estudo é o único caminho para o bem da sociedade como um todo, pois já dizia Felipe Fonseca: "Quanto mais se estuda, menos se é alienado pelos outros". Não vou dizer que não sou alienado, pois seria um mentiroso, mas posso afirmar que meu nível de alienação é menor do que o de muitos brasileiros. E o mais curioso, sem querer me gabar, é que eu ainda não voto.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Brinquedos Descartáveis

Nada para fazer? Que tal gastar com brinquedos para seus filhos? Sim, vá aos famosos camelôs, às lojas de importados (R$ 1,99)... Só saiba que, na maioria dos casos, você vai ter problemas com seu filho e consigo mesmo.
Primeiro vamos a embalagem. É muito bonita, chamativa, resistente, etc. Então você compra, afinal a felicidade chega à criança e a si mesmo. Ela pula, grita, chora de alegria (oba!). Sua consciência esta limpa, mas por enquanto, pois chegamos ao segundo ponto: montar o brinquedo. As instruções, caso acompanhem o mesmo, são horríveis, mal feitas, mal impressas, e em boa parte dos casos não estão na lingua que você fala. A partir daí começa o stress. Se o presenteado for do tipo que tudo opina, irão acontecer discussões entre ambos, vocês pedirão ajuda a alguém (SOCORRRRRROOOO!!!) e tudo se apaziguará quando o mundo inteiro conseguir montar o tal brinquedo, afinal há casos em que a ajuda é pedida a vários indivíduos. Enfim tudo certo, até chegarmos ao terceiro ponto, talvez o pior. A manutenção do brinquedinho é complicada, pois a criança não sabe como consertá-lo e acaba pedindo auxílio a quem? Ao papaizinho e/ou mamãezinha, que se livram parcialmente quando existe um irmão mais velho. A primeira vez, tudo bem, mas a partir da segunda... A coisa fica tão feia porque a criança não sabe fazer a tal manutenção e as vezes não há como seus pais ou irmãos pararem o que estão fazendo para ajudá-la, e ela não consegue, na maioria das vezes aprender sozinha, logo chegamos finalmente no quarto ponto: o brinquedo quebra. Ela chora, vocês discutem, e no final quem acaba sendo lesado foi quem comprou, que fica condenando a loja, a fábrica, e a si por ter gasto seu precioso e suado dinheirinho.
Na sociedade pós-moderna capitalista do séc XXI, esses são os casos mais frequentes, não só com brinquedos, mas com eletro-eletrônicos, automóveis, etc. Tudo gira em torno da compra, e não se pode fazer nada. Gastar com a manutenção pode sair mais caro que comprar um novo, e esse pensamento, que é fato, leva o indivíduo a trabalhar mais para comprar mais, e de certa forma interfere nas relações entre as pessoas, pois resulta em stress, principalmente.
Daqui pra frente as coisas tendem a piorar, pois os grandes industriais só preocupam-se com as vendas e não com a qualidade e isso ira se perpetuar. Agora basta você comprar coisas que possuam uma qualidade boa e não ir atrás da ideia de julgar o livro pela capa, ou melhor, julgar o item pela embalagem.